Terror

[Resenha # 196] Sombras do Recife: as Lendas da Cidade Mais Assombrada do Mundo na Visão de Roberta Cirne

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SRrcDesaconselhável para menores de 18 anos.

Roberta Cirne é uma escritora e desenhista apaixonada por sua cidade e pelas lendas locais. Isso se mostra evidente em cada página de Sombras do Recife, a cidade que é considerada a mais assombrada do mundo.

Como pode ser visto, ela fez roteiro, arte e pesquisa, e tudo isso fica bem evidente, tanto nas adaptações das lendas da cidade de Recife em quadrinhos propriamente ditos, quanto pela quantidade de extras em textos que complementam a leitura para quem quiser saber mais, com indicações de leituras e autores inclusive.

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[Resenha #195] Gibi de Menininha: Historietas de Terror e Putaria

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GMtpCapaDesaconselhável para menores de 18 anos.

Antes de mais nada, esta capa matadora de tirar o folego e mostrar a que veio é de Camila Torrano.

EUA, anos 1960, o visionário editor, James Warren, lançava a revista Vampirella. Uma revista de terror em que a personagem-título apresentava histórias macabras protagonizadas por mulheres, sendo, ela mesma, a protagonista de sua série. A bela Vampirella, uma vampira alienígena, e as outras histórias que ela narrava foram uma revolução e um sucesso estrondoso.

Brasil, 2018, treze mulheres, autoras e desenhistas de quadrinhos, se reúnem e geram o passo seguinte e mais significativo dessa revolução iniciada há décadas. Gibi de Menininha: Historietas de Terror e Putaria apresenta seis histórias em quadrinhos curtas, inéditas e fechadas; escritas, desenhadas e protagonizadas por mulheres. Nem sempre heroínas, nem sempre vilãs, nem sempre vítimas; cada história traz suas próprias surpresas.

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Leitura Recomendada: Noite Na Taverna de Álvares de Azevedo

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NTAAFalar de certos livros e elogiá-los é como chover no molhado. São obras que já foram lidas, relidas, comentadas, resenhadas e recomendadas inúmeras vezes. Mais uma resenha de um desses livros não faria a menor diferença. Entretanto são leituras que não podem deixar de serem recomendadas. São livros fundamentais.

Esta série, Leitura Recomendada, trará alguns desses livros em periodicidade indefinida. Sempre acompanhada de uma frase ou paráfrase ou citação para mostrar aos que seguirem a recomendação que o livro recomendado foi realmente lido por quem recomenda.

Não se preocupe, a frase, paráfrase ou citação não se tratará de spoiler, mas de algo que só os leitores que lerem realmente o livro recomendado entenderão.

A leitura recomendada de hoje é Noite Na Taverna de Álvares de Azevedo. A edição usada aqui é da editora L&PM, de bolso, R$16,90.

Frase, paráfrase ou citação, na verdade, um parágrafo de comentário: a escola romântica é subestimada, nem todo texto romântico é água com açúcar. Neste livro, de apenas 90 páginas, cinco homens bebem, fumam e conversam numa taverna. Cada um deles com um crime passional nas costas, finais nada felizes. Leia na ordem, pois há uma história maior. E paro aqui, antes de spoilar.

Boas leituras!

Rodrigo Rosas Campos

P.S.: o conto Bertram aparece em uma antologia e já foi comentado neste blog. Grana curta? Noite na Taverna está no Domínio Público (http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1734).

Garimpando Em Gibiterias: Neonomicon – A Introdução de Alan Moore ao Universo de H. P. Lovecraft

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neonomiconDesaconselhável para menores de 18 anos!

O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Lá fora, grandes obras permanecem em catálogo permanente tal como livros clássicos. Os editores de quadrinhos nacionais são bem imediatistas e até mesmo obras como Watchmen e Maus ficam difíceis de encontrar de tempos em tempos. A série “Garimpando em Gibiterias” fala de quadrinhos que valem a pena “garimpar” em gibiterias, sebos, estoques antigos de livrarias virtuais, feiras de livros e, se a grana estiver muito curta, em bibliotecas públicas. Sim, existem quadrinhos em bibliotecas públicas, é só procurar.

A pedra garimpada de hoje é Neonomicon de Alan Moore. Antes de mais nada, é um quadrinho pesado mesmo! Quer continuar? Siga em frente.

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[Resenha #187] Carmilla: A Vampira de Karnstein – a Pequena Obra Prima do Terror de Sheridan Le Fanu

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carmillaEste pequeno volume de 96 páginas, R$33.00, publicado pela Via Leitura traz apenas uma única história, a de Carmilla: A Vampira de Karnstein, escrita por Sheridan Le Fanu. Publicada originalmente de 1871 até 1872 em formato de folhetim numa revista literária. Essa história, Carmilla, só influenciou um certo Bram Stoker na criação de um tal de Drácula (publicado originalmente em 1897). Apesar da fama maior de Drácula, Carmilla, além de ser anterior, é a melhor transposição do mito (o mais originário possível) do vampiro da tradição oral para a literatura de todos os tempos. E sim, já falei sobre essa história na resenha de Creepy Volume 4, embora tenha frisado que, na adaptação para os quadrinhos, muito da história em prosa ficou de fora. Mas vamos ao livro.

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[Resenha # 183] Creepy Volume 4 pela Devir – De volta à Velha Kripta

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creepy4Desaconselhável para menores de 18 anos!?
Mesmo?
Com tanto terror e violência reais nos jornais ou mesmo fictícios nos cinemas disponíveis até para crianças. Cada um de vocês, pais, mães e responsáveis, que leia e decida.

Contextualizando: lembram da revista Kripta da RGE? Verminosas criaturas pestilentas, rastejantes, insaciáveis, sádicas, abomináveis e asquerosas certamente lembrarão. Famosa revista de terror que circulou no Brasil e que, entre 1976 e 1981, trazia material originalmente publicado nas revistas Creepy, Eerie e Vampirella da editora de James Warren. Estas revistas tiveram seus direitos fragmentados; hoje, nos EUA, Creepy e Eerie estão com a Dark Horse e a bela Vampirella com a Dynamite. Lembrando que a vampira alienígena mais linda do universo passou por várias editoras ao longo do tempo.

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[RESENHA#182] Coisas Frágeis, de Neil Gaiman

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Título: 
Coisas Frágeis

Autor: Neil Gaiman
ISBN:  9788576163053
Ano:  2008
Páginas:  205
Editora:  Conrad Editora
Informações: Skoob Goodreads
Compre aqui: Submarino / Saraiva / Cultura / Amazon

Sinopse: Contos inéditos em português de um dos maiores escritores de fantasia e ficção Neil Gaiman é um dos maiores escritores de ficção em atividade, reconhecido pelos seus romances (Lugar Nenhum, Filhos de Anansi) e pelo seu trabalho em quadrinhos (Sandman). Em Coisas Frágeis, Gaiman mostra que seu talento como contador de histórias funciona perfeitamente no reino das narrativas curtas. Neil Gaiman escreve com desenvoltura sobre os mais diversos universos – sejam criados por outros autores (com contos que aludem aos mundos de Sherlock Holmes, Matrix e Nárnia) quanto seus próprios, como no conto “O Monarca do Vale”, que tem como protagonista o personagem Shadow, de Deuses Americanos.
Os nove contos de Coisas Frágeis trazem Gaiman abordando os mais diversos temas, misturando puberdade, punk rock e ficção científica em “Como Conversar com Garotas nas Festas”; combinando o Sherlock Holmes de sir Arthur Conan Doyle com o terror de H. P. Lovecraft em “Um Estudo em Esmeralda”; extrapolando o mundo de Matrix em “Golias”, inspirado no roteiro original do primeiro filme; ou mesmo presenteando a filha mais velha com um conto fantástico sobre um clube de epicuristas em “O Pássaro-do-Sol”.
Coisas Frágeis é um tratado prático de como escrever boas histórias – histórias que, como diz a introdução do livro, “duram mais que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram muito mais que as próprias terras onde elas foram criadas”.
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Garimpando Em Gibiterias: Vertigo Especial 1, 2 e 3 pela Panini

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vertigoesp1As pedras de hoje são desaconselháveis para menores de 18 anos!

O mercado de quadrinhos no Brasil é muito fraco, sejamos honestos. Lá fora, grandes obras permanecem em catálogo permanente tal como livros clássicos. Os editores de quadrinhos nacionais são bem imediatistas e até mesmo obras como Watchmen e Maus ficam difíceis de encontrar de tempos em tempos. A série “Garimpando em Gibiterias” fala de quadrinhos que valem a pena “garimpar” em gibiterias, sebos, estoques antigos de livrarias virtuais, feiras de livros e, se a grana estiver muito curta, em bibliotecas públicas. Sim, existem quadrinhos em bibliotecas públicas, é só procurar.

As pedras garimpadas de hoje são Vertigo Especial 1, 2 e 3 da Panini por vários autores. Mais uma vez trago mais de uma edição. Mas essas valem. A Internet está abarrotada de postagens sobre a história maior da Vertigo, logo, não falarei sobre o selo em si, mas sobre estas 3 edições e seus conteúdos.

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[RESENHA#170]Black Hole, de Charles Burns

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Título: 
Black Hole

Autor: Charles Burns
ISBN:  9788594540515
Ano:  2017
Páginas:  368
Editora:  Darkside Books
Informações: Skoob Goodreads
Compre aqui: Submarino Saraiva Cultura Amazon

Sinopse: Vencedor do The Will Eisner Comic Industry Awards de Melhor Álbum, além do Récompense Les Essentiels d’Angoulême, Black Hole é a mais importante graphic novel de Charles Burns. Publicada de forma seriada durante uma década, foi reunida em 2005 para aclamação mundial e reforçou o lugar do artista como o mestre dos quadrinhos independentes de horror. Agora, orgulhosamente inaugura a publicação de clássicos dos quadrinhos pela DarkSide Graphic Novel. O persistente horror existencialista da obra de Charles é composto apenas pelo trabalho em pincel, de alto contraste em branco e preto, que presta homenagem ao horror sutil dos primeiros filmes do gênero e desde cedo tornou-se um dos estilos mais reconhecidos de toda a arte sequencial contemporânea, instantaneamente familiar assim que é visto em alguma antologia ou na capa de revistas, como The Belivier e The New Yorker. Black Hole se passa nas cercanias de Seattle, extremo noroeste dos EUA, em meados da década de 70, quando uma doença inconfiável e inominável espalha-se entre os adolescentes locais através do contato sexual e parece não poupar ninguém. Ela expressa-se de formas diferentes em cada um dos contaminados, enquanto alguns apresentam apenas manchas na pele, algo fácil e sutil de ocultar, outros transformam-se em aberrações grotescas, vagas lembranças do que foram um dia. E uma vez que você foi contaminado não há mais volta. Para esses seres monstruosos não há alternativa além do auto-exílio em acampamentos precários, na floresta que circunda a região. Conforme vamos nos familiarizando com os diversos personagens principais da história, garotas e garotos que foram contaminados, outros que não foram e aqueles que estão prestes a ser, o clima de delírio, horror e insanidade domina os adolescentes. Black Hole apresenta um retrato arrogante e inquietante da alienação dos tempos colegiais, repleto de crueldade e selvageria, e hormônios à flor da pele, que conversa com a angústia, o tédio e as necessidades mais profundas da nossa própria aceitação que dominam essa época da vida. Aterrador e hipnótico, a graphic novel que consagrou Charles Burns supera seu gênero ao explorar com habilidade um momento cultural específico americano, quando não era mais interessante ser hippie e David Bowie ainda era um pouco estranho para esses jovens, a liberdade sexual começava a transformar-se num pesadelo e a vida adulta cobrava seu custo pelos traumas reais da infância, traumas da perda e da sensação de absurdo existencial. Isso sem falar de chifres nascendo, fendas abrindo-se e alterando sua pele para sempre e rabos aparecendo… Leia o resto deste post »

[Resenha #166 ] Contos Macabros: 13 Histórias Sinistras da Literatura Brasileira de Nove Autores Consagrados

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cmLivros que trazem contos de vários autores, por mais temáticos que sejam, sempre mostram tonalidades diversas. Alguns trazem muitas palavras para pouca história, outros, muita história em poucas palavras, raros são os escritores que conseguem equilibrar informação e texto, mas certamente de algum estilo de escrita, você, leitor, gostará. Porém, nesse tipo de livro, seria injusto que eu comentasse dois ou três contos e deixasse o resto para lá. Afinal, não se trata de um livro de contos de um único escritor, que, por mais que varie, sempre manterá alguma uniformidade. São nove autores, e mesmo os menos conhecidos devem ser mencionados. Claro, alguns contos são tão pequenos que o comentário terá de ser menor ainda para não estragar a leitura, mas, ao menos uma menção a cada texto deve ser feita.

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