[RESENHA#116] Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Postado em Atualizado em

images.livrariasaraiva.com.br
Título:
Fahrenheit 451
Autor: Ray Bradbury
ISBN: 9788525052247
Ano: 2012
Páginas: 216
Editora: Biblioteca Azul
Informações: Skoob / Goodreads
Compre aqui: Submarino / Saraiva / Cultura / Amazon

Sinopse: Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem “famílias” com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.
Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus “parentes televisivos”, enquanto ele trabalha arduamente. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória.
Um clássico de Ray Bradbury, “Fahrenheit 451” é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.


Olá people everybody!

Desta vez, eu trago para vocês um dos clássicos distópicos da literatura norte-americana.

Fahrenheit 451 é mais um livro que aborda um futuro distópico recheado de críticas a repressão política e a sociedade da época e que, se levarmos em consideração que o livro foi escrito em 1953, o futuro não foi tão distópico assim.

O livro conta a história de um lugar onde não se pode ter livros, e os bombeiros que antes apagavam incêndios, hoje provocam. Os bombeiros eram chamados sempre por meio de denuncia de pessoas que portavam livros em casa. E como meio de extermínio dessa “praga”, os bombeiros incendiavam a casa e mandavam o “meliante” para a prisão ou instituição para pessoas com problemas mentais.

A sociedade é avançada. Os lares são a prova de fogo, a tecnologia está a mil e o controle a menos mil. As pessoas se tornam cada vez mais dependentes de super televisores que te fazem ter amizades, fazer atividades e experiencias totalmente virtuais, propagando o antissocialismo, a preguiça de pensar e levando a completa alienação.

Um mundo onde conversar, aprender, ler, socializar é completamente fora dos padrões. Onde intelectualizar é crime. Onde alimentar sua mente de forma explicita, pode levar a uma denuncia anônima e ao incêndio de sua casa e seu passaporte para o hospício.

Se pararmos para pensar, não estamos muito diferentes disso. Onde pessoas não conversam, ficam pendurados ao celular 24 horas por dia, onde tem preguiça de pesquisar e acabam encontrando suas respostas perguntando para outra pessoa, onde preferem ver o filme porque é mais rápido que ler….

Esse livro é uma grande crítica válida em 1953 e em 2017. Fahrenheit 451 é uma leitura obrigatória para todos, uma leitura que te faz parar para analisar para onde estamos indo e se não mudarmos, onde vamos chegar.

Leitura rápida, fácil e essencial para todos. Essa é minha dica de hoje.

ana-souza-neo-000

 

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17 comentários em “[RESENHA#116] Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

    Priscila Soares disse:
    10 de agosto de 2017 às 21:37

    Olá! Já tinha visto esse livro, mas não sabia exatamente do que se tratava. É sempre interessante pegar esse tipo de distopia, que nos faz refletir tanto, e mesmo tendo sido escrita a tantos anos, reflete bem a realidade atual. Alguns autores eram realmente gênios. Ótima dica.
    Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

    Porre de Leitura e Livros disse:
    11 de agosto de 2017 às 16:46

    Olá! Tudo bom?
    Embora seja um clássico eu não conhecia, mas gosto dessa pegada futurista e distópica, acho que fica em aberto várias questões para pensarmos e refletir também.
    Adorei a resenha e fiquei muito interessada na leitura do material.
    Beijos, Joyce de Freitas.

    Curtido por 1 pessoa

    bloglivrosqueli disse:
    12 de agosto de 2017 às 13:38

    Olá!

    É um dos meus livros preferidos, nos faz refletir bastante sobre tudo a nossa volta, inclusive sobre nós mesmos. Adorei os pontos que cê levantou.

    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

    Rosemary S. de Castro disse:
    12 de agosto de 2017 às 17:10

    Oi Ana, sempre me surpreendo como livros escritos há tanto tempo atrás continuam com uma escrita tão atual não é mesmo? Sinal de que não evoluímos tanto assim…
    Bjs, Rose

    Curtido por 1 pessoa

    Juliana Xavier disse:
    12 de agosto de 2017 às 22:04

    Imagina ser mandado para uma instituição de doentes mentais ou para a prisão porque acharam (e queimaram) livros na sua casa. Adoro distopias e queria ler as clássicas mais marcantes, mas essa ainda não tive coragem, vai doer demais em mim.

    Curtido por 1 pessoa

    veveviblog disse:
    12 de agosto de 2017 às 22:06

    Esse livro está na minha lista há tanto tempo que já não me lembro mais.
    O problema é que sempre deixo para depois, e acabo optando por lançamentos, e livros que terão adaptação, e esqueço dele.
    Adorei a sua resenha, e adoro livros do gênero, livros que não envelhecem.
    Quem sabe ainda não consigo ler esse ano.
    Beijos.

    Curtido por 1 pessoa

    Jennifer Silva disse:
    13 de agosto de 2017 às 18:59

    Oi, Ana! Esse livro parece ser muito interessante, realmente é um tema bastante atual, e me peguei imaginando como seria o mundo se houvessem esses tipos de bombeiros e as pessoas não pudessem mais adquirir conhecimento.Também estou curiosa para saber o que o Guy irá fazer depois de ter descoberto o mundo por uma outra perspectiva. Adorei o objetivo do autor e já vou adicionar esse livro na minha lista. Bjss!

    Curtido por 1 pessoa

    Daniele Vieira disse:
    14 de agosto de 2017 às 06:14

    Olá
    Esse é um dos clássicos que Morro de vontade de ler, essa característica de Futuro Possível era o que deixava as distopias clássicas tão apavorante e interessante, não sei porque tiraram essa característica das distopias trem de hoje em dia, isso tira metade da graça da coisa.

    Curtido por 1 pessoa

    Thais disse:
    14 de agosto de 2017 às 11:38

    Eu sempre vejo esse livro rodando por ai. Mas nunca li. Vou anotar na lista ❤

    Curtido por 1 pessoa

    Leticia Golz disse:
    14 de agosto de 2017 às 13:09

    Oi, Ana
    Super amei a dica. E gosto de livros assim, que nos fazem refletir sobre nossa sociedade. Sem contar que ele é curtinho, e somado a boa premissa e seus elogios, acho que com certeza iria gostar. Adorei a resenha.

    Livros, vamos devorá-los

    Curtido por 1 pessoa

    Laneh Martins disse:
    14 de agosto de 2017 às 16:54

    Olá, tudo bem?
    Já tinha visto esse livro, mas não imaginei que se tratava desse assunto, que apesar de “antigo” é muito atual. Vou anotar essa dica!

    Beijos
    Laneh Martins

    Curtido por 1 pessoa

    Naylane Sartor disse:
    14 de agosto de 2017 às 18:51

    Olá tudo bem?

    Não sabia sobre o que se tratava esse livro, mas gostei bastante do que você nos contou sobre ele! Já ouvi o titulo em algum lugar, mas nunca havia ligado o nome ao livro, mas agora que sei que é um com certeza vou querer realizar a leitura!

    Bjss

    Curtido por 1 pessoa

    Aline Coelho disse:
    15 de agosto de 2017 às 16:50

    Ana gostei muito da sua resenha, ela só acrescentou mais vontade em mim de ler esse livro. Todos falam bem e como já faz um tempo que não leio Distopia irei aceitar sua sugestão e correr para add a lista de desejo. Criticas construtivas são sempre boas para nos fazer refletir e formular opinião para a partir daí pensar em ações que poderiam mudar a situação.

    Valeu pela dica e parabéns pelo texto.

    Leituras, vida e paixões!!!

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    Karla Samira disse:
    16 de agosto de 2017 às 14:32

    Olá! Já tinha visto outras resenhas sobre o livro e, pela sua, me interessei muito pela leitura. Achei bem surreal a princípio a proibição de se ter livros em casa e os bombeiros trabalharem pondo fogo ao invés de apagando. Mas considero bem real e atual a crítica sobre a nossa dependência da tecnologia e saber que o livro é de 1953 me impressionou muito.
    Beijos.
    Karla Samira
    http://www.pacoteliterario.blogspot.com.br

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    Michele Lopez disse:
    21 de agosto de 2017 às 20:10

    Olá,
    Gosto bastante de distopias, mas ainda não tive o prazer de fazer a leitura desta aqui apresentada.
    Em relação à queima dos livros, lembrou-me vagamente a obra A menina que roubava livros.
    Achei bem inusitado que quem faz isso são bombeiros e espanta-me saber que a obra retrata um futuro não tão distante assim, sendo bem atual mesmo levando em consideração quando ocorreu sua publicação.

    LEITURA DESCONTROLADA

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    superbiazinha disse:
    28 de agosto de 2017 às 17:42

    Eu fico impressionada com a capacidade de alguns autores de serem atuais em qualquer tempo,a capacidade deles de imaginar e descrever a sociedade em que vivemos mesmo tendo vivido anos antes de tudo acontecer. Comprei esse livro a algum tempo e ainda não li,vou encaixá-lo na minha lista de leitura e conferir essa história o mais rápido possível !!!!

    bjssss

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    Danielle Rodrigues Casquet de Melo disse:
    5 de outubro de 2017 às 18:40

    Olá Ana que livro mais instigante, lendo a sua resenha fiquei aflita com o enredo, realmente essa realidade não está tão distante. Fiquei mega curiosa para ler esse livro. Bjkas

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