[RESENHA#47]Joyland de, Stephen King

Postado em Atualizado em

joyland-stephen-king
Título:
Joyland
Autora: Stephen King
ISBN: 9788581052984
Ano: 2015
Páginas: 240
Editora: Suma de Letras
Informações: Skoob / Goodreads

Compre aqui: Submarino / Saraiva / Cultura / Amazon

Sinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.
Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.
O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.


Hoje, venho aqui falar um pouquinho do  Mestre do Terror, o “Chuck Norris” literário, A Lenda, Stephen King!!

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King é autor de mais de 50 livros best-sellers no mundo inteiro, e é um desses best que vamos falar aqui hoje. Joyland é o segundo livro da marca Hard Case Crime (que, a grosso modo, é uma marca americana que recria de forma editorial, romances policiais), sendo o primeiro, The Colorado Kid, que até virou seriado pela SyFy com o nome de Haven.

Embora eu tenha citado King (Gente, olha a intimidade?! uhahuahua) como o Mestre do Terror, ele não apenas escreve sobre palhaços assassinos, maridos possuídos por espíritos malignos, crianças que seguem seitas satânicas, carros endiabrados, meninas estranhas banhadas de sangue, mortes, pragas e desgraças … Nããããão! Ele também escreve suspense e nesse caso, um romance policial! Logo, se você nunca leu King com a desculpa de que não consegue ler terror, comece por Joyland!

Somando a sinopse supracitada, este livro fala sobre Devin Jones, que no auge de seus 21 anos, decide aceitar um trabalho temporário num parque, situado na Carolina do Norte, o Joyland. Nesse verão de 1973, Dev vê a oportunidade de esquecer Wendy, a garota que tanto amava, mas que quebrou seu coração terminando o relacionamento através de uma carta, e a oportunidade de solucionar um caso de assassinato causado por um suposto Serial Killer.

“O ano de 1973… Foi o ano perdido de Devin Jones. Eu era um virgem de vinte e um anos com aspirações literárias, tinha três calças jeans, quatro cuecas, um Ford velho (com um rádio bom), pensamento suicidas eventuais e um coração partido.
Que fofo hein?”

Em Joyland, Dev conhece seus dois futuros amigos de equipe, Tom e Erin; Rozzie, a quiromante; Mike, um garotinho de 10 anos com uma doença grave e um dom muito especial, e vários outros personagens que farão parte dessa surpreendente trama. 

Além do objetivo de vender diversão, Joyland também carrega um grande mistério. Um assassinato da jovem Linda Gray, por seu suposto namorado, durante uma volta no trem fantasma.

“Várias vezes chegamos perto ‘daquilo’, mas ‘aquilo’ nunca acontecia. Ela sempre recuava e eu nunca pressionava. Pelo amor de Deus, eu estava sendo cavalheiro. Já me perguntei muitas vezes, depois, o que teria mudado (para o bem ou para o mal) se eu no tivesse sido. O que sei agora é que jovens cavalheiros raramente conseguem uma boceta. Pode bordar essa frase e pendurar na cozinha.”

Embora ocorrido há anos, esse caso não foi totalmente solucionado pela policia local. As únicas coisas que sabemos é que o rapaz não era seu namorado e sim um Serial Killer, e que a alma dela ainda vaga pelo trem fantasma de Joyland a procura de ajuda.

“– Tem um fantasma aí dentro? – perguntei.
 – Centenas, e espero que voem direto para seu cu. ”

Como citei anteriormente, esta história trata-se de um romance policial muito gostoso de se ler. Trata-se de uma leitura rápida (o livro tem pouco mais de 200 páginas), recheada de drama, uma pitada de humor e um final digno do gênero. Uma boa e velha surpresa.

“Eu pus o pezinho para frente, pus o pezinho para o lado, puz o pezinho para frente e balancei ele agora. Dancei o Pop Pop, dancei o Pop Pop, porque – como quase toda criancinha sabia – assim é bem melhor. Esqueci o calor e o desconforto. Não pensei em como a cueca estava grudada na bunda. Mais tarde teria uma dor de cabeça horrível provocada pelo calor, mas naquele momento eu estava me sentindo bem: estava ótimo, na verdade. E quer saber ? Wendy Keegan nem passou pela minha cabeça”

Estou acostumada aos bons e velhos contos do King e esse foi meu primeiro policial dele e falo logo, pra quem curte o Mestre, esse livro não deixou nada a desejar! O cara é bom com terror, com suspense e com policial! O cara é o cara!

Uma coisa super legal nesse livro é a ordem cronológica de algumas informações. O livro começa com Dev contando seu passado, especificamente, no ano de 73. Contudo, ele se encontra no ano de 2013. Logo, através dessa “sacada genial”, não precisamos esperar até o fim do livro para sabermos o desfecho de alguns personagens.

Durante suas narrações, já podemos dar fim ao ciclo de alguns personagens e logo, nos concentramos nos demais, o que vai ser de grande valia se você for mais espero que eu, e descobrir, antes do final do livro, “quem matou Odete Roitman”, porque eu dei todos os palpites errados!!! Kkkkkkkk

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*Resenha de minha autoria, publicado anteriormente no blog http://www.viciadosemleitura.blog.br/

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7 comentários em “[RESENHA#47]Joyland de, Stephen King

    Michele Lopez disse:
    20 de janeiro de 2017 às 14:02

    Olá,
    O autor tem mais de 50 obras que são extremamente conhecidas, fazem um sucesso danado e eu aqui sem ter lido ao menos uma para conhecer a escrita dele! Pode uma coisa dessas?!
    Pois é, não sou grande fã do gênero e só venho tentando sair da minha zona de conforto recentemente e ainda não consegui encaixar nenhuma leitura do grande King entre as minhas.
    Achei interessante como o autor brinca com a ordem cronológica dos acontecimentos e como ele amarra todos os acontecimentos.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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    Pensamento Literário disse:
    20 de janeiro de 2017 às 21:20

    Oi Ana!

    TUdo bom?
    Acho que sou a única pessoa no mundo que não leu KIng, entretanto venho tentando mudar essa realidade. Que bom que esse livro do autor com um gênero diferente do que costuma ler agradou. O mesmo realmente tem talento, se não fosse assim não teria tantos fãs. Dica anotada e pretendo esse ano sair da posição “de única blogueira que não leu King”. Beijos!

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    Camila Mondaini disse:
    21 de janeiro de 2017 às 12:06

    Olá tudo bem?
    King realmente é um verdadeiro mestre do suspense e esse está na minha listinha faz tempos pra ler!
    Eu devo ser a única pessoa no mundo de não ter lido nada dele. Ganhei recentemente Achados e Perdidos mas ainda não li porque é o segundo livro de uma trilogia então ia pegar muito spoiler.
    Que bom que esse livro te agradou muito embora não seja um gênero que você esteja acostumada a ler do autor.
    Espero esse ano conseguir ler qualquer livro dele. Ano passado consegui assistir o filme O iluminado e gostei muito! Espero gostar da escrita também.
    beijinhos

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    Samantha Culceag disse:
    21 de janeiro de 2017 às 19:24

    Hey!
    Não sabia que Joyland era suspense. Só li um livro do Stephen King: “Os Olhos do Dragão”, é uma fantasia e eu gostei bastante.
    Fico feliz que tenha curtido o livro.
    Quando eu leio algum livro policial ou de suspense, sempre dou os palpites errados haha.
    Beijos… Samantha Culceag.

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    World Of Make Believe disse:
    21 de janeiro de 2017 às 19:53

    Oi Ana! 😀
    Ainda não li nenhum livro do King e pretendo começar pela trilogia Bill Hodges, mas Joyland também conseguiu atrair minha atenção. Só falta eu ter a chance de ler!

    Beijinhos e até logo!
    Ass: Amanda Mello.

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    our brave new blog. (@ourbravenewblog) disse:
    23 de janeiro de 2017 às 19:59

    Achei interessante o autor não ter medo de mostrar o que aconteceu com certos personagens, trazendo a narrativa para um momento mais atual. Conhecia o livro de nome, mas não sabia que era um romance policial, fiquei surpresa.
    Pretendo ler algo do autor em breve 🙂

    ourbravenewblog.weebly.com

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    euqueroumcantinhodaleitura@gmail.com disse:
    26 de janeiro de 2017 às 23:18

    Oi Ana, sua linda, tudo bem?
    Esse é um dos poucos autores que eu não consigo ler. Já tentei dois livros deles e achei a narrativa muito arrastada e detalhada ao excesso. Mas todo mundo indica esse, dizendo que esse é diferente. Eu gosto muito de tramas policiais, estou com vontade de dar outra chance a esse autor por esse livro. Sua resenha me deixou muito empolgada.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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