[RESENHA#23]Febeapá – Festival de besteiras que assola o país, de Stanislaw Ponte Preta

Postado em Atualizado em

febeapa
Título: Febeapá – Festival de besteiras que assola o país
Autor: Stanislaw Ponte Preta
ISBN: 9788535926064
Ano: 2015
Páginas: 488
Editora: Companhia das Letras
Informações: Skoob / goodreads
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Sinopse: O fato é que nossos políticos capricham. Inventam leis estapafúrdias, castigam o idioma, têm mão leve, adoram um agradinho e são loucos por um esquema. E não é de hoje. Há mais de cinquenta anos, Stanislaw Ponte Preta fustigava os despautérios cometidos pelos donos do poder em textos brilhantes e devastadores que eram lidos no jornal por todos os brasileiros. “Febeapá”, o “Festival de besteiras que assola o país”, reúne hilariantes textos em que generais, capitães, deputados, prefeitos e outras figuras da cena política são pulverizados pela verve satírica do autor. Não sobra nada. Foram poucos os escritores brasileiros que tiveram coragem de peitar a Ditadura com tanta corrosão e petulância.

Febeapá de Sérgio Porto em sua alcunha de Stanislaw Ponte Preta mostra o país depois da redentora. Nós rimos para não chorar, mas os políticos de hoje cometem as mesmas atrocidades que os militares da redentora.
           
A época era o golpe de 1964, o país, Brasil. Sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, Sérgio Porto apresenta relatos de situações absurdas ocorridas na época da ditadura militar. Inicialmente publicado em coluna no jornal Última Hora, o Febeapá teve suas primeiras compilações em três volumes, sendo que o terceiro volume original foi seguido de A Máquina de Fazer Doido, com relatos bem-humorados dos primórdios da Televisão no Brasil.
           
Lamentavelmente, tais situações absurdas são todas reais. A edição da Companhia das Letras, que foi a base desse texto, traz os três livros compilados acrescentando o Na Terra do Crioulo Doido em um único volume.
           
De fato, não há muito a ser dito, mas muito a ser rido e lamentado. Afinal, as cretinices cometidas por políticos não acabaram com a ditadura. Olhando de longe é engraçado, pensando melhor é trágico, afinal, estamos todos no mesmo barco. É alarmante notar como uma obra da década de 1960, escrita e compilada nos anos de chumbo do Brasil, pode ser considerada, em vários aspectos, bem atual.
           
Mas se a grana está curta, não se assuste. A obra de Stanislaw Ponte Preta é figurinha fácil em bibliotecas, assim como a de seu nome real, Sérgio Porto. Afinal, no tempo da redentora era conveniente ter opções de nomes na hora de assinar qualquer coisa escrita.
           
Febeapá é um livro escrito em um tempo em que até rir era um risco, em contraste com um presente em que somos livres para rir, mas tememos a liberdade que o humor deveria nos dar.
           
Boas leituras!

 

Por Rodrigo Rosas Campos

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