[RESENHA#9]Black Kiss, de Howard Chaykin

Postado em Atualizado em

blackkiss
Título: Black Kiss
Autor: Howard Chaykin
ISBN: 9788575324653
Ano: 2011
Páginas: 152
Editora: Devir
Informações: Skoob
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Sinopse: O “heroi” desta história é Cass Pollack, um sujeito boa-pinta, mas muito azarado… Músicao de jazz, recém-saído de uma clinica de recuperação para drogados e metido com o submundo do crime, ele dá carona para uma loira estonteante e acaba se envolvendo numa trama macabra cheia de pornografia, cultos satânicos, prostituição, drogas, sociedades secretas, corrupção, violencia, muito sexo, morte… e vida eterna!

!!ALERTA DE SPOILER!!! – Black Kiss é desaconselhável para menores de 18 anos.

           
Uma boa história é aquela que tem o que nos dizer mesmo quando sabemos o final antes de começarmos a ler. Assim é com as peças de Shakespeare, Nélson Rodrigues e com o teatro grego. Essa é a regra válida na maioria das vezes.
         
Mesmo não sendo uma história do tipo em que o leitor deve descobrir o culpado só no final, Black Kiss é uma exceção. Howard Chaykin escreveu e desenhou essa história em formato de minissérie de quadrinhos preto e branco em 12 partes, publicada pela primeira vez nos EUA entre 1988 e 1989. A primeira tradução brasileira foi publicada pelo grupo Casseta Popular. A edição mais recente é um encadernado da Devir que serve como base para essas linhas.
           
O humor ácido e nada discreto de Chaykin, no auge de uma década politicamente incorreta, usa e abusa de temas como violência, racismo, homofobia e outros preconceitos sociais.
           
A história começa num quarto de uma travesti que cultua e serve de secretária a uma atriz pornô antiga surpreendentemente bem conservada.
           
Um explosivo mata um padre lascivo. Criminosos de alto escalão começam a se mexer. Tudo girando em torno de um rolo de filme desaparecido.
           
Nada de heróis e vilões, só tons de cinza, ninguém é santo, haverá um demônio? Nosso anti-herói é apresentado no segundo capítulo. Seu nome é Cass Pollack, um vigarista que tem sua ex-esposa e filha assassinadas por criminosos que querem algo que ele têm.
           
A história é realmente boa, mas continuar a partir daqui é estragá-la.
           
Há violência e pornografia, crime organizado e conspiração. Serão apenas lunáticos os membros de uma seita satanista?

Dizer que, Quentin Tarantino, provavelmente, tenha lido isso, já é um spoiler. Chaykin fez das reviravoltas constantes um estilo para uma arte sequencial contundente, bela e brutal com incrível fusão de desenhos e diálogos.

Por Rodrigo Rosas Campos.

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