[MATÉRIA]Fazendo as Pazes

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Oi pessoal, isso não é resenha, é só uma matéria, um relato, para retomar um assunto que levantei na tag Preferências Literárias Nacionais. De como fiz as pazes com Machado de Assis.

Estava eu na Faculdade, conversando com Rodrigo Pereira, outro Rodrigo mesmo, e ele me pergunto que professor tinha pedido o livro de Asimov que eu estava lendo. Fiquei indignado, não era calouro, não lia só o que professor mandava. Conversa vai, conversa vem, acabamos comentando como detestávamos os livros indicados pela escola. Por quê os professores não ensinam literatura de hoje para trás, para que os alunos se identifiquem? Por quê ler romances de séculos passados? Enfim, passando por Zeca Baleiro e o Heavy Metal do Senhor, chegamos em Machado de Assis.



Mas antes, o Pereira me lembrou que eu não era mais obrigado a ler Machado de Assis, e quando a música do Baleiro entrou em pauta, ele disse que Machado era contista e que um de seus contos era A Igreja do Diabo. Fui a biblioteca, li o conto, gostei. Como eu preferia xerocar textos em vez de pegar livros, até para não passar o limite de empréstimos, devo ter xerocado A Igreja do Diabo.

Fato é que gostei da vertente contista de Machado de Assis. Comprei um livro intitulado apenas de Contos de Machado de Assis, da Editora Paz e Terra, coleção Leitura. Li A Igreja do Diabo, completei aquele volume, literalmente de bolso, e foram cinco livros completos de Machado fora alguns contos avulsos, com direito a reler, ler ou completar Dom Casmurro, Quincas Borba e Brás Cubas e gostar.

Enfim, leitor. Se você não é mais obrigado a ler Machado de Assis, não está mais na escola, nem na faculdade, saiba que ele escreveu contos, histórias curtas. Se você gostar da primeira, leia a segunda, a terceira e por aí vai. Se você não gostar da primeira história curta, pelo menos era curta, não precisa ler mais, pois elas são independentes.

Enfim, esse texto é só um relato pessoal acompanhado de uma dica.

Tá ruim de grana? Toda obra de Machado de Assis está disponível gratuitamente aqui.

Nem preciso lembrar que o que vale para Machado, vale para todos os autores que você, um dia, já foi obrigado a ler e detestou. Dê a todos eles uma segunda chance. Afinal, agora você é livre para escolher e não tem nada a perder. Muitas obras desses autores estão aqui.

P.S.: a atual edição do livro Contos de Machado de Assis da Paz e Terra trás outra capa e não sei se os mesmos contos. Encontrei esta capa da edição que li em Google imagens, pois substitui aquele volume pela edição de Histórias Sem Data da editora Globo entre outros volumes que tinham aqueles contos.

Por Rodrigo Rosas Campos.

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