[TAG#3]Preferências Literárias Nacionais

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Essa Tag foi criada pelo Rodrigo Campos. 
Vamos conferir as respostas??

1) Qual seu autor(a) brasileiro(a) preferido(a) de todos os escritores e escritoras brasileiros, em que livro ele(a) ganhou esse título e por quê?

Rodrigo – Clarice Lispector em A Via Crucis do Corpo brinca de Nélson Rodrigues, mas Nélson Rodrigues nunca brincou de Clarice Lispector. Em Via Crucis do Corpo, Clarice fala de amor, sexo, ciúmes, paixões e crimes passionais sem perder o estilo que a consagrou.

Ana – No momento, Raphael Montes e ele me ganhou no livro “O Vilarejo”. Por ser um livro no estilo Conto, com leitura super rápida, dinâmica, pela diagramação, ilustrações e afins, e porque acho ele sensacional no terror!


2) Qual o seu segundo autor(a) preferido(a) de todos os escritores e escritoras brasileiros, qual é seu livro preferido dele(a) e por quê?

Rodrigo – Érico Veríssimo. Seu melhor livro é Noite, um livro que deve ter surpreendido o próprio escritor por razões que só os leitores de Érico Veríssimo entenderão. Falar mais é entrar em spoilers.

Ana – Não tenho muita base para essa resposta, então, minha única opção é a Carina Rissi. A obra é “Procura-se Um Marido” e é um chick lit muito gostoso de se ler, romance leve e divertido.


3) Completando este pódio, que escriba brasileiro(a) você coloca em terceiro lugar, sua melhor obra, e o porquê?
           
Rodrigo –
Nélson Rodrigues. Sua melhor obra, A Vida Como Ela É… Apesar de suas peças e filmes terem se popularizado mais que suas crônicas, são nelas que vemos os contrapontos; nem todas as histórias terminam em morte, mas a diferença entre uma tragédia e uma comédia pode ser apenas o desfecho e a diferença do desfecho se dá nos detalhes que separam o perdão da ira etc. Observem O Monstro e Diabólica, por exemplo, e me entenderão. De todos os escritores nacionais que só trabalham com um tema, adultério, é ele quem mais conseguiu extrair todas as nuances e minúcias da situação em textos ágeis, rápidos e bem dialogados com todos os maneirismos de um Rio de Janeiro de outra época, mas que reflete o ser humano de forma universal.

Ana – Me crucifiquem! Paulo Coelho. Li todas as obras dele, sem contar esse ultimo lançamento agora, e eu ADOREI. Chorei, ri, senti medo, tristeza, felicidades… tudo! Quando o livro me proporciona isso, eu simplesmente fico maravilhada!


4) Qual livro de escola você mais se recorda? Por quê? Quem o escreveu?
          
Rodrigo –
Novamente, não vou me repetir, vou colocar outro. Meninos Sem Pátria de Luiz Puntel narra a história de exilados do regime militar da perspectiva de seus filhos.

Ana – “A Droga da Obediência” de Pedro Bandeira. Porque de todos aqueles clássicos chatos (Desculpa aí Rodrigo =/ ), no qual eu acho um absurdo, forçar crianças de 12 anos a ler, O livro do Bandeira surgiu com leitura fácil, trama descomplicada e na pegada da garotada da época.


5) Qual livro nacional você leu depois de ver a série de TV?

Rodrigo – Já falei de um, vou falar de outro, Memórias de Um Gigolô de Marcos Rey. Impressionantemente, a adaptação foi bem fiel.

Ana – Quando criança, via TV. Depois de adulta, não vejo mais. Não tenho tempo, e nem saco… Mas na época, eu vi “O Auto Da Compadecida” que foi um seriado sensacional, baseado na obra de Ariano Suassuna, e por coincidência, a escola pediu a leitura depois.


6) Com qual escritor(a) brasileiro(a) você fez as pazes depois de não mais ser obrigado a ler na escola (faculdade etc. se for o caso)?
           
Rodrigo –
Machado de Assis, gostei da vertente contista dele. Num livro intitulado apenas de Contos de Machado de Assis, da Editora Paz e Terra, coleção Leitura. Li A Igreja do Diabo, completei aquele volume, literalmente de bolso, e foram cinco livros completos de Machado fora alguns contos avulsos.
           
Ana –
Nenhum. Nunca fui incentivada a leitura durante minha adolescência, então minhas leituras sempre foram as obrigatórias. E como já disse, forçar adolescentes a ler clássicos, é um tiro no pé. Com o passar dos anos é que comecei a me interessar por literatura estrangeiras e clássicos também. Então, não tenho como responder essa pergunta.


7) Qual o livro nacional mais engraçado que você já leu?

Rodrigo – A disputa é acirrada, Sérgio Porto, Millôr, Luís Fernando Veríssimo, mas pela atualidade, fico com Vai na Bola, Glanderson de Helio de la Peña. Além de fazer rir, pinta um retrato fiel do Rio de Janeiro e do Brasil através do futebol.

Ana – Vou ser repetitiva e colocar “O Auto da Compadecida”. Eu lembro que eu lia no ônibus e devido ao formato do livro, como peça de teatro, eu lia as falas e via em minha mente, os atores do seriado, e aí aquilo tudo ganhava vida, e o resultado disso era  altas gargalhadas o ônibus. #AnaLouca #NãoSei #SóSeiQueFoiAssim


8) Um livro nacional antigo que não perdeu a atualidade?

Rodrigo – Febeapá de Sérgio Porto em sua alcunha de Stanislaw Ponte Preta. Nós rimos para não chorar, mas os políticos de hoje cometem as mesmas atrocidades que os militares da redentora.

Ana – Nunca li livros antigos nacionais… Deixei essa aí pro Rodrigo… XD


9) Um livro nacional que você gosta e queria ver transformado em filme?

Rodrigo – Nenhum, se gosto do livro, passo longe do filme de roteiro adaptado.

Ana – “Dias Perfeitos” de Raphael Montes.


10) Um livro brasileiro que todo mundo gosta, mas você detesta.

Rodrigo – Capitães da Areia de Jorge Amado. A história só começa a andar quando a Dora aparece na metade do livro e, ainda assim, o ritmo é lento.

Ana – Põe na conta aí qualquer clássico. =P

 

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